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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Mas, quem é esse Joselito?

Joselito Jerzelito, dá um tchazinho aí!
     É JERZELITO! JER-ZE-LI-TO!
    Nesse sábado, ele mostrou quem é e para que veio. Evoluindo a cada corrida, desta vez não teve pra ninguém. Jean e Henrique (atual líder do campeonato e o campeão do ano passado) nem chegaram perto, Egídio tentou surpreender o pessoal e acabou surpreso. Raphael inventou uma contusão de joelho e o William um compromisso qualquer para não passarem vergonha. E eu, não sei... Só sei que quando eu terminei a corrida, o Jerzelito já deveria estar na casa dele e de banho tomado.

     Então, no masculino foi isso mesmo. Jerzelito em primeiro, Jean em segundo, Egídio (olha ele voltando aí) ou Henrique, em terceiro (precisamos do tempo líquido para descobrir).

     No feminino, aquela coisa de sempre. Taís querendo pagar suas contas com a corrida, Rosely firme, forte e segura (e sempre em segundo) e a Márcia, que desta vez desafiou o Aldemir, em terceiro.

     Grande destaque dessa corrida foram os estreantes.

     Entre as meninas, Fabiana, Lillian e Clara em sua primeira corrida. E Luciane, em sua segunda, mas em sua estréia pela SEFAZ Runners.

     Entre os barbados, Daniel, que finalmente conseguiu acordar para correr, Valdemi, Sidnei, Admilson, Manoel, Dilson e Sebastião Benevides, também entraram para a equipe.
Mulherada na pista.

     Nessa corrida tivemos participação recorde para o campeonato desse ano. 48 Runners. Talvez pela saudade coletiva em participar de uma corridinha, talvez pela temática da corrida (servidor público), talvez pelo clima anemo, talvez pelo horário ou talvez ainda por tudo isso.

     E, pra receber todo esse pessoal, todo o suporte da SEFAZ e MedVida. A MedVida providenciou a tenda de apoio com direito a massagem no pós corrida. O pessoal da GQV ainda providenciou sanduiche, gatorade, água gelada e frutas. Dá pra ficar mal acostumado.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Mentirinhas Motivacionais - Parte 1

Mentirinhas Motivacionais - Parte 1 - "Correr é Barato"

"As coisas que você possui, acabam possuindo você."
Tyler Durden - Clube da Luta


     Hoje, saindo do trabalho tive que passar em uma farmácia. Na boca do caixa para pagar, nenhum remédio (apesar da tentação de colocar um “dorflex” no bolo), apenas produtos para um próximo longão. Maltodextrina, protetor solar esportivo (não sai com o suor). Total da brincadeira: R$ 70,00. Somando mentalmente a conta, junto com outras despesas que tive recentemente, “Crédito, por favor”, pensei: Quem foi que disse que correr é de graça, mesmo?

     Praticamente todo texto que incentive a corrida, com o público alvo de não-corredores virá com essa mentira deslavada. “Correr é um esporte barato. Basta um par de tênis e pronto”. Até o Henrique já veio com essa. (http://sefazrunners.blogspot.com/2011/07/motivos-para-correr.html)
     Então, ok. Você, sedentário, acreditou nessa balela. Pegou seu tênis all-star da adolescência e foi correr.
     Chegando na pista, encontrou seus amigos corredores que tanto o incentivaram a começar. Nem começou a caminhar e já vai ouvir um: “ihh. Mas esse tênis aí não serve pra correr, hein?”. Ou então, um “Esse tênis não é apropriado para a dinâmica de sua pisada ou o arco de seu pé”, se o Jean estiver entre esses seus amigos.
     Tá bom, tá bom. Daí compra um tênis “da hora”. Já te falaram que sua pisada é “neutra” e que o melhor tênis da moda é um Mizuno ou Asics. (R$ 500,00)
     Ótimo. Já comprei o tênis, vamos aos treinos.
     Ai, ai. Unha preta. Não entendo, o tênis não é o bonzão?
     “ihh. Mas essa sua meia aí não serve pra correr, hein?”
     Parece que essa meia que usava para educação física no segundo grau é grossa demais e aperta os dedinhos.

Acessórios importantes
para se correr em Cuiabá
     Certo. Meias. Não vamos exagerar, afinal está começando agora. Meias esportivas comuns. (R$ 10,00).
     Nossa. Mas que sol, hein? E esse sundown da mamãe que peguei está ardendo meu olho. “Tem um protetor que não sai no suor. É específico para esportes”. (R$ 35,00)
     E tem o bonézinho (R$ 40,00) pra completar a proteção. E o cinto com as garrafinhas dágua? (R$ 80,00) Para treinos mais longos, necessário.
     Nesse momento, seus “amigos” corredores já te deram o apelido de skatista, por causa de sua bermuda ligeiramente comprida. E sua camiseta com seu canditato favorito que nunca ganha nada nas eleições fica encharcada ao final dos treinos.
     Certo. Mais compras. Camiseta de tecido inteligente (o que é isso, meu deus?) e bermuda própria (Por que não pode ter bolsos?). (R$ 120,00)
     Tênis, meia, bermuda e camiseta. Agora vai. Arruma até um aparelho de mp3 pra ouvir uma musinha enquanto corre. (R$ 100,00, o ipod você ganha no próximo campeonato).
     Agora já está viciado. Não tem volta. Revista especializada (R$ 12,00), literatura relacionada (R$ 30,00)
     E os médicos? Ortopedista pra dorzinha no joelho, Nutrólogo ou nutricionista para a suplementação, cardiologista e/ou médico do exercício para os checkups (R$ da consulta + exames + medicamentos e/ou produtos).
Sr Jamil. Até água é frescura.
     Monitor cardíaco e cronometro (R$ 200,00), pra checar a performance.
     Academia para musculação, treinador. (R$ 200,00 ?)
     Isso tudo sem contar com o valor de inscrição das corridas, já que, por aqui, quase todas são de graça.

     Mas, falando sério. Você realmente precisa dessa quinquilharia toda pra correr?
     Não, talvez não. Esses são exemplos para um corredor extremamente consumista. Existe um indústria muito lucrativa por trás do universo da corrida, mas não precisa ser você que vá sustentá-la. Compre o que te faz sentir confortável e não só porque está "na moda".

     O sr Jamil que, com seus 62 anos, ainda deixa a molecada comendo poeira, não usa e nem precisa dessa frescurada. Um tênis bom no pé, camiseta da Affemat e “vamo que vamo”.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

C.H.I.P.S.

     Então. Depois de todo o rebuliço causado por uma imagem, resolvi focar em um tema menos polêmico nessa semana. Claro, afinal, futebol, política, religião, sexo e novo leiaute do blog são assuntos para serem tratados com o máximo de cuidado possível.
     Ele é "o cara". O chip para corridas de rua. Simples e necessário.
     Foi considerado pela Revista Runners World, como a invenção que mais revolucionou as provas de rua.
     De fato, a cada corrida que presenciamos nosso amigo, quase-corredor, Flávio com uma prancheta na mão, caneta na outra e cronometro na outra (?), anotando tempos, classificação, tirando fotos (e ainda paquerando as meninas), valorizamos essa bendita tecnologia.
     E sempre tem aquela discussão saudável (desde que ninguém use maquiagem) de que Fulano chegou depois de Sicrano, que Beltrano largou bem antes que o Henrique (“Olha aqui a foto da largada, posso provaaarrr!!!”) entre outras polêmicas que a ausência do recurso eletrônico pode gerar.
     Claro que mesmo com a utilização de chips, contestações poderão surgir (já vimos vários casos por aqui), mas não trataremos desse assunto neste post.
     Em outros estados, onde já existe a “indústria da Corrida”, com empresas que sobrevivem (e bem) com eventos do tipo, é ítem obrigatório.
     Já aqui, até no ano passado, tínhamos poucas corridas que utilizavam chip. Se não me falha a memória, Corrida de Reis, do Sesc e dos Correios.
     Nesse ano, já tivemos mais exemplos. Todas as Corridas organizadas pela prefeitura (da “Capital das Corridas de Rua”) disponibilizaram a tecnologia para os atletas.
     É claro que temos um aspecto importante para considerar. A utilização de chip implica em custos, que não são baixos. As Corridas “pagas” de fora, possibilitam que todo o conforto e tecnologia estejam à disposição do corredor.
     Não sei que sucesso faria uma inscrição à R$ 80, R$ 90. Mas imagino que não seria muito grande. Já temos o hábito de achar que é obrigação da organização arranjar seus patrocinadores e custear tudo sozinho para ter a honra de nossa presença.
     Ok, mas se o orçamento é curto ou cortado, o primeiro item a ser descartado é o chip.

     E, falando em descartável, segundo anunciando, a Corrida do Servidor Público desse ano promete utilizar o tal do chip descartável.
     Apesar de maior custo, esse tipo tem algumas vantagens. O Kit do atleta (chip, camiseta, número de peito, etc.) pode ser distribuído antecipadamente, eliminando aquele tumulto formado momentos antes das corridas.
     Facilita também a dispersão dos atletas e o recolhimento do chip pós-corrida. O chip tradicional é alugado e, se não for devolvido, implica em mais prejuízo para a organização.
     Pode ser bem interessante pela novidade. Vamos ver.
     Tudo isso para dizer que ainda engatinhamos um pouco na organização das corridas. Seja pela falta de recursos, apoio, incentivo, participação e/ou infra-estrutura. Mas o horizonte é bom. Cada vez mais boa corridas são adicionadas ao nosso calendário e sempre com boas novidades. Engatinhamos agora, mas já já (espero) estaremos correndo por aí. ;)

Abraços e boa semana.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Corrida de obstáculos: o desafio de correr em Cuiabá


"Cuiabá é a Capital das corridas de rua"
Wilson Santos. Ex-prefeito e comediante

     Cuiabá é uma cidade que maltrata seus corredores. E não estou nem falando dos 32 graus à noite ou umidade relativa abaixo dos 20%. Estou falando do asfalto em que pisamos (ou da falta dele).

     Não há ciclovias ou pistas para caminhadas nas ruas e avenidas.
     Pedestres, corredores, ciclistas e carros estacionados disputam o curto espaço das calçadas. Mas quem ganha essa disputa são os buracos, desníveis, muretas, pedras, placas, caçambas e outros obstáculos. E, se pra quem corre ou caminha já é complicado, imagina para quem tem dificuldade de locomoção. Acessibilidade é direito de todos? Parece que aqui, não.
     Se a prefeitura não tem responsabilidade pela construção e manutenção das calçadas, teria a de, pelo menos, fiscalizar e punir proprietários. Faltam recursos para fiscalizar porque não há aplicação de multas, o que aumentaria a arrecadação do município e serviria como medida educativa para os demais proprietários. Falta consciência, falta fiscalização.

     Quem desiste de correr em zigue e zague vai pela rua, sofre sério risco de ser atropelado. Como o corredor está em local que não lhe pertence, a lei da “gentileza gera gentileza” é substituída pelo “olho por olho, dente por dente”. Falta educação e conscientização para motoristas, ciclistas, motociclistas, corredores e pedestres.

     Ok, temos os (poucos) parques. Locais destinados especificamente para a prática esportiva, lazer e convívio com a natureza para você e toda a família. Só que a gente trabalha, né? Então, corre pro parque logo cedinho ou depois do expediente.
     Mas e a iluminação? E a segurança? Recentes casos de ataques no Okamura, na Lagoa Encantada e no Mãe Bonifácia, tem afastado os madrugadores. Os notívagos, nem se fala, porque, sem iluminação, os parques fecham com o pôr-do-sol.
     Faltam parques, falta infra-estrutura e, principalmente, falta segurança.

     Finalmente, temos as pistas de atletismo da UFMT e do 44o. batalhão. São áreas de instituições que não teriam por obrigação ceder espaço para a prática esportiva para a população, mas acabam fazendo justamente pela ausência de locais apropriados para esse fim. Ainda assim, são pistas que ficam sempre lotadas. De gente, de poeira e de terra. Se o treino é na pista, pegue seu tênis velho, porque lá vem sujeira.

     O termo da moda é “mobilidade urbana”. Nos projetos para 2014, temos várias e várias ciclovias (contei nove) incluídas que prometem resolver também essa questão.
     O grande receio é o de que na execução das obras, por economia de recursos ou de tempo, isso seja deixado de lado novamente. Isso já aconteceu na duplicação da rodovia Cuiabá-Chapada.

     Então, é torcer pela boa vontade alheia e para tudo dar certo. Enquanto isso, corra, mas com cuidado.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

É tempo de Cronômetros, Monitores e GPS´s

    O ser humano é competitivo por natureza. Seja uma Rosely correndo atrás da Taís, um Anderson correndo atrás do Henrique (e olhando pra trás porque lá vem um Willian), um Raphael correndo atrás do Jean ou um Jean correndo atrás de qualquer um que esteja em sua frente, queremos sempre vencer. Ainda que o adversário a ser batido, na maioria dos casos, sejamos nós mesmos.
    Quem não gosta de terminar uma corrida e saber que melhorou seu tempo?
    Enfim, tudo isso pra dizer a obviedade de que um bom companheiro pra dizer se está no caminho certo é o relógio.
    Essencial nos treinos e nas corridas com resultados finais suspeitos, seja ele simples ou cheio de recursos
    O objetivo do post dessa semana é mostrar algumas opções. Por questões de espaço, limitei-se à alguns. Se quiser complementar alguma sugestão ou experiência com seu modelo, por favor, comente.

Modelos:

  • Astral, sensitivo ou espírita
    Trata-se da ausência completa de qualquer equipamento de cronometragem ou marcação. O tempo é medido pela posição dos astros, sombras das árvores, contagem mental ou o horário que o carteiro passa. Desvantagem é a completa imprecisão e a não saber se está melhorando ou não. A vantagem é que você não gasta dinheiro com esse tipo de besteira e pode guardar seu rico dinheirinho no colchão.
    Eu ia batizar esse modelo de Tio Patinhas, mas até o velho pão-duro tem seu relógio de bolso.

Vôvo vai sentir falta
  • Seu relógio do dia a dia
    Uma situação um pouco melhor que a anterior. Trata-se de adaptar o seu bom e velho relógio na sua rotina de treinos. O problema é quando o relógio não é digital. Tenho um ou dois amigos (Otacílio e Raphael) que não vou revelar o nome que são adeptos dessa técnica.
    A vantagem é que você economiza ainda mais suas ricas moedinhas. A desvantagem é que vai acabar por desgastar seu relógio do dia a dia com suor e poeira.
    Sem contar que um relógio analógico e nada é quase a mesma coisa.
    Menos pior é roubar o relógio digital do restart do seu filho. Que, além de marcar seu tempo com boa precisão, ainda preserva o velho relógio analógico do seu avô.

Oregon SE128 (R$ 100)
  • Monitores Cardíacos
    Trata-se de uma cinta que é utilizada na altura do peito e que “comunica-se” com um relógio de pulso aparentemente normal. Ali, além de tempo, são visualizados os batimentos cardíacos.
    Ou seja, dá pra acompanhar a melhoria de sua performance e esforço*.
    Existem modelos de monitores para todos os gostos e bolsos. Com preço variando de R$ 80 a R$ 600, dependendo da quantidade de recursos disponíveis.
    O mais simples (e barato) que conheço é o Oregon SE128. Nada mais do que o essencial. Hora, cronometro, batimentos e luz para seu treino noturno.
    Os mais famosos são os modelos da Polar. De fato, a cinta da Polar é bem confortável e fácil de lavar (até que de marcas mais caras), mas você acaba pagando mais caro pela fama de “melhor monitor do mercado”.     É uma boa marca, mas pelo preço você pode investir em um modelo com mais recursos.

  • Sensores de velocidade (foot pod)
    Além das funções do monitor cardíaco, alguns modelos ainda possuem um “sensor” de velocidade que você coloca no tênis. O bom é que você pode ter uma boa noção de velocidade e de distância percorrida. Geralmente, esses modelos já possuem mais recursos, como a programação de um “parceiro virtual” (comparando a sua velocidade com o de um parceiro programado durante o treino ou corrida), controle por voltas e outras frescuras.
    A desvantagem é que você precisa “calibrar” o sensor e ele não é tão preciso (tem uma margem de erro de + ou - 5%).
    O preço deve variar entre R$ 600 e R$ 900.
    O modelo que eu uso é o Garmin FR60. Quebra um galho.Outras opções são da Suunto  (T6)  e da própria Polar (RS300x).
Atualização: Dica do Jean: Nike Sportband por R$ 349,90. Bem em conta, mesmo.

  • GPS de pulso
    Chique e da moda. Nada como correr com aquela voz dizendo “vire à direita!”.
    Os GPS´s são o estado da arte na tecnologia para os treinos e corridas. Contemplam todos os recursos que falamos anteriormente, mas com a vantagem da orientação por satélite. Velocidade, altimetria e distância percorrida com precisão. E um mapinha do seu trajeto para ser baixado para seu computador ao final do treino.
    E ainda vai dando choquinhos pra te ajudar a correr mais rápido. (Nem tanto, né?)
    Mas as desvantagens também conformam os que ainda não os possuem. São caros. de R$ 700 a R$ 1.200. A bateria costuma durar pouco também. Você precisa recarregá-lo (numa porta usb comum) de tempos em tempos.
    Os modelos mais famosos são da Garmin (FR 210 e 310XT) e da Polar (RS300X).
Atualização: Dica do Henique. Modelos 305 e 405 da Garmin.


* Para saber como utilizar melhor essas informações, aconselho a procurar um especialista em medicina esportiva ou educador físico.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A meia maratona chata, fria e cheia de argentinos. Vamos?


    Já há algum tempo estou a missão de escrever um texto "cativante" sobre a meia de Buenos Aires. Ingrata missão.
Só lembranças agradáveis dos hermanos
    Não pelo fato de ter que fazer propaganda de um evento portenho em terra canarinhas, mas sim por acreditar que a motivação de cada um para participar de uma prova dessas é algo muito pessoal.
    Procurei então relacionar os principais atrativos que pudessem motivar a participação dos amigos, assim como me motivou à estrear na distância no ano passado e querer repetir a dose nesse ano.

    Pensei em três coisas. A meia maratona de Buenos Aires é chata, fria e cheia de argentinos.
Por incrível que pareça, são coisas boas. Explico.

É chata.
Na altimetria, apenas.
O percurso é praticamente plano. Lembro-me apenas de uma pequena e curta subida na saída de um túnel durante o trajeto.
Pra quem vive reclamando das ladeiras, subidas e pirambeiras cuiabanas, taí o primeiro motivo pra ir pra lá.
O percurso também passa por bairros históricos e vários locais turíscos de Buenos Aires. Legal, muito legal.

É fria.
Na temperatura, é claro.
Na hora da largada, a dúvida é sobre correr de camiseta de manga curta ou longa. Apesar de alguns exagerados de gorro e luvas, dá pra correr camiseta normal sem passar frio. O cuidado deve ser com um aquecimento mais caprichado.
Para quem torra no nosso sol e vive exibindo o bronzeado em forma de regata, motivo número dois.
De tantos em tantos km, um palco é armado com alguma atração musical. De rock à MPB, hip hop e música argentina. Pra esquentar sem precisar passar calor.

É cheia de argentinos.
Essa é a mais difícil. Mas, tentarei.
Aqui em Cuiabá, um dos grandes diferenciais da Corrida de Reis sobre as outras corridas é justamente a participação de público que assiste e apóia, certo?
Lá, durante todo o longo trajeto, a platéia é intensa. Atraído talvez pelas bandinhas nos palcos, ou apenas para torcer e apoiar os corredores, o pessoal aplaude, grita e incentiva. Mesmo os brasileiros.
Ainda assim, a meia é cheia de brazucas também. Ano passo, de 10 mil corredores, estima-se que quase mil eram brasileiros. Achei até gente de Cuiabá no meio da muvuca.
Já esse ano, ouvi dizer que vou encontrar alguns daqui da SEFAZ. Assim espero.
E, eu nem posso falar que a corrida vai estar cheia de argentinas, senão minha esposa não me deixa ir.


Convenceu-se à nos acompanhar?

Então, pra finalizar, decore o parágrafo abaixo. Recite-o pra quem não entender essa história de você ir pra tão longe pra correr tudo isso.

“Buenos Aires é uma bonita cidade para visitar, principalmente se estiver acompanhado. Além de correr, é bom pra passear, comer, beber e comprar. E tudo com um preço baixo, pois o Real está bem valorizado em relação ao peso argentino.”