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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A História e o Segredo da Campeã! Parte 2/2

Continuação (leia a primeira parte, clicando aqui)


Passei então a treinar, a ler sobre corridas....mas disciplina nunca foi muito meu forte!


No entanto, diante dos comentários de todos e dos olhares aqui na sefaz, o que tornava forte em mim era a minha crença em minha mesma, e a minha vontade de vencer sempre.

Assim foi que de corrida à corrida fui diminuindo meu tempo significativamente. E percebi como um ato tão simples pode mudar tanto nossa vida. 
Fora os benefícios (maior disposição, foco, superação, diminuição da ansiedade, mais calma, mais qualidade de vida, melhora no corpo) percebi o quanto eu ia aos poucos ganhando a admiração e o respeito das pessoas.

Parece bobagem, mas hoje na sefaz graças a corrida, meu nome é honrado! Enfim, uma nova história com meu nome parecia surgir.

Como não me apaixonar?


Em agosto, houve a corrida Tenente Neteslau, e a paixão por vencer os limites do próprio corpo, e vencer o campeonato fazendário cedia lugar à uma nova paixão:Vencer na minha faixa etária 24 à 35 anos! Eu consegui a primeira colocação e subi no pódium pela primeira vez!!!! Nascia um novo desafio:Vencer todas as outras corridas, mas até agora não houve uma segunda vez.

Até agora!!!

E podem rir!!! Será que mais alguém dúvida e se habilita à rir da minha capacidade? Rs.

Motivada por um amigo e parceiro de corrida o Rapha, sem pensar muito me inscrevi na Meia Maratona de Buenos Aires, ele ia comentando os planos da equipe sobre a viagem, e eu só respondia:Tô dentro!

E não querendo pensar muito que eu viajaria de avião sem meu filho (o que me causa verdadeiro pânico) e pior: Não querendo pensar que passaria 10 dias sem ele, maior tempo separados nestes 3 anos de vida dele, eu dei aval para o Rapha fazer tudo em meu nome, comprar passagem, hospedagem, pagar passeios, enfim tudo que eu tinha que fazer era transferir os valores pra conta dele.

Se eu ficasse vivendo a viagem antes da hora, correria o risco de desistir na última hora.

Então não pensei, não programei, não organizei, e até as vésperas eu não acreditava mesmo que eu ia. Mas fui! Graças a Deus, ao Rapha e a equipe sefazrunners eu fui correr a meia maratona (21km)em Buenos Aires.Foi uma das melhores sensações já vividas por mim, acho que a maior logo após à dar a luz ao meu filho.

Nada se compara à estes dois momentos...é realmente como dar á luz:Só quem viveu pode entender o que estou falando!


Eu e minha amiga e “adversária” nas corridas a Rosely, de última hora resolvemos não competirmos uma com a outra, mas sim corrermos juntas os 21 km com a bandeira do Brasil cedida pelo Willian (outro colega que viajou conosco), e todos os holofotes pareciam voltar-se a nós....todos os canais de televisão nos filmaram...houve um até que nos fez companhia durante uns 5minutos nos filmando. Resultado: Encerramos em 2 horas, sabendo que tivemos nosso momento de estrelinhas, nosso minuto de fama na capital Argentina (rs), só não conseguíamos saber o que doía mais, as pernas após ter percorrido longa distancia, ou os braços por ficarem erguido o tempo todo. Mas valeu a pena, como valeu! E desde então, eu e esta.... até então colega e “adversária” nos tornamos grandes amigas.

Mais um benefício das corridas. A conquista de novos amigos!

Enfim, retornamos de Buenos Aires, e no mês de outubro houveram apenas duas corridas. Tentei vencer a Corrida do Servidor Público, mas fiquei em oitavo lugar!

Em novembro, apenas uma corrida: Corrida da lebrinha em Chapada dos Guimarães. E como esta não estava no campeonato, e contando com uma companhia pra lá de agradável eu me concedi o direito de voltar ao meu antigo estilo de vida, e bebi a noite inteira! Bebemos até as 5:30 praticamente 1 litro de whisky, e nestas alturas.....que Chapada dos Guimarães que nada...eu já havia me transportado para...pra lá de Marrakech, rs....

Acordei mega atrasada , saltei como gato assustado da cama, mal escovei os dentes, afinal eu precisava apenas me vestir e colocar o tênis, a boca não importava pra correr,rs! Foi então, que às pressas, afinal já eram 7:40 parti para o local da largada....chegando lá não deu tempo nem ao menos de pegar o chip...o sinal de largada acabava de ser dado.....e do mesmo jeito que eu cheguei correndo, voltei pra trás e iniciei a corrida sem saber se terminaria mesmo todo o percurso.

Mais uma voz interior me cobrava: Vc veio pra correr ...então vai correr!

Uma tranqüilidade eu tinha: Água pra driblar a ressaca não iria faltar....era a Corrida da Lebrinha!( Rs) .Corri e caminhei..., e ineditamente cheguei em último lugar, como diz a música: Pra não dizer que não falei das flores de Geraldo Vandré: “Caminhando e cantando e seguindo a canção....somos todos iguais braços dados ou não”...surtos à parte.....

Não importava o resultado, eu queria cumprir o objetivo pelo qual eu tinha ido....e cumpri!Aproveitando para admirar a paisagem da Chapada e para ver como é fazer parte da turma do fundão (ah que saudade dos tempos do colégio, rs).Valeu a noitada, a cachaçada, a corrida e o resultado!!!
Dois meses se passaram....e finalmente dia 8 passado foi a Corrida de Reis! Parada desde a corrida da lebrinha, voltada completamente para os preparativos do aniversário do Nasser, festas de fim de ano, e um pouco confesso desestimulada....não treinei mais! Mas para conquistar o título de campeã eu precisava apenas participar, já que esta pelo regulamento do sefazrunners é a corrida que mais vale pontos.

Fui então, apenas determinada a participar, e a conquistar o título de campeã fazendária. Mas logo ao chegar, a paixão por vencer tomou conta de mim mais uma vez, e a adrenalina me pilhou (só um pouco mais além do meu natural,rs)... por não treinar.... me cobrei em dobro, e consegui vencer concluindo a prova em um pouco mais de 53 minutos .


A matéria sobre o encerramento do campeonato fazendário, está aqui no blog logo abaixo: 

CONFIRAM!

Hoje a pergunta que mais ouço é: Qual o segredo da campeã?

Até começo a acreditar que sou atleta de verdade, quase uma profissional, rs!

O segredo vou contar, mas acho que já ficou óbvio aqui:

É nunca deixar alguém dizer quem vc é! É vc sempre acreditar que se vc quer, vc pode, vc faz acontecer! É correr (literalmente) atrás do sonho (rs).”Você é do tamanho do seu sonho”
 
Bom, é isso então....estou muito feliz e sei que vcs estão por mim tbém. 

Obrigada a todos que ao longo do ano me apoiaram e incentivaram, enfim torceram por mim.

Ao Nasser vai o prêmio do campeonato (TV LCD 32” ) afinal eis a inspiração de todos os meu dias, a bússula que me indica o caminho certo à seguir, enfim a força propulsora de cada conquista minha.Amo vc meu filho!


Tais Vettel.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A História e o Segredo da Campeã! Parte 1/2

Olá pessoal, como já sabem a Tais foi a campeã do 2° campeonato Fazendário de Corrida de Rua. Para sabermos um pouco mais sobre seu percurso até o título, estavamos preparando uma entrevista para saber se conseguiríamos desvendar o segredo da excelente performance que ela teve durante o ano.

Mas estamos falando da Taís, e como sempre, ela surpreendeu. Ao invés de responder uma simples entrevista, preparou um belo artigo sobre sua trajetória nas Corridas de Rua.

Como ficou um pouco extenso, o artigo será dividido em duas partes. A primeira você confere agora, e a segunda amanhã.

A história e o segredo da campeã!

Por *Tais Vettel


Como muitos sabem, no ano de 2011 comecei a correr por brincadeira e acabei descobrindo um dom e uma contagiante paixão.

Ao invés de apenas falar da última corrida de domingo, vou contar uma pequena retrospectiva, no intuito de mais uma vez compartilhar a minha felicidade, e contar o filminho que hoje passa em minha cabeça após encerrado o campeonato, bem como motivar a vcs a escolherem um esporte à praticarem.

Diante da impossibilidade de falar de todas as corridas, vou dar ênfase apenas as que mais me marcaram, o que já vai render muitas linhas (a 1.ª por razões óbvias, a Corrida Tenente Neteslau que subi ao pódium, a Meia Maratona da Argentina, a da Lebrinha em Chapada dos Guimarães pela peculiaridade ...e pra finalizar: a de domingo passado por ser a 1.ª Corrida de Reis que participei).

Pé na estrada....lá vou eu!rs.

Iniciei minha trajetória nas ruas, com o início do campeonato fazendário 2011 com a corrida de Bom Jesus em abril (aniversário de Cuiabá),sem técnica e pretensão alguma (até então só havia corrido/fugido de 7 tentativas de assalto, eis o meu treino,rs) ...como já disse comecei apenas por brincadeira .

Estranhamente, cheguei em primeiro lugar surpreendendo toda a equipe que já havia treinado o ano de 2010 inteiro e participado das corridas daquele ano!

Como também surpreendi à vários amigos e parentes, que deram risada ao comentar que eu correria os primeiros 10 km da minha vida. Ninguém acreditava que eu Taís, baladeira, cachaceira e fumante iria sequer dormir cedo e acordar no domingo para ir correr...só maluco acreditaria! Agora imaginem acreditar que eu venceria !! Parecia piada!

Me lembro de ter desafiado minha irmã e minha amiga Cássia,(também por brincadeira óbviamente) que eu chegaria em 1.º lugar da sefaz, e a resposta das duas naturalmente foi uma boa gargalhada, seguida da frase: Taisinha, vc não tem noção!!!

Em que pese estar brincando quando disse que eu venceria....após a reação das duas, aquele desejo e pretensão se tornou verdade!

E QUE PRETENSÃO MALUCA A MINHA!

Mas todos vcs, como grandes amigos meus, sabem que eu nunca fui muito normal mesmo, então super natural tal pretensão partindo desta cabecinha pirada minha, rs.

Às vésperas da corrida, cedendo ao pedido de uma grande amiga de faculdade que tinha vindo me visitar, acabei a acompanhando ao Chorinho, ficamos até as 22 horas. Considerei ser uma boa hora pra dormir e acordar no outro dia às 6 horas a fim de alongar, comer algo, botar uma roupa e ir até o ponto da largada.

Ledo engano! A Lei de Murf parecia realmente exercer seu poder !Tudo conspirava contra mim!

Ao chegar em casa minha mãe me telefonou solicitando mais fraldas para o Nasser que dormiria com ela. Solucionado o problema, pronta pra dormir...meu telefone toca....e do outro lado ouço o choro desesperador de uma amiga de infância que havia acabado de ter uma homérica discussão com o marido e estava prestes a se separar...e por ser quase uma irmã pra mim sem dúvida alguma eu abriria mão da corrida e ouviria ela até o fim, até que ela sentisse mais calma...e assim foi que ficamos até as 2 horas da manhã ao telefone.

No outro dia o despertador tocou, mas eu resolvi tirar mais uma sonequinha básica de meia hora. Estava D-E-S-T-R-U-Í-D-A!!!!

Passado os 30 minutos, acordei e percebi que estava atrasada, botei meu tênis (nada apropriado pra corrida), uma malha qualquer, camiseta sefazrunners, e de café da manhã apenas uma neosaldina para sanar a dor de cabeça dos choppinhos da noite anterior. A caminho, pensando na loucura de correr com o estômago vazio, e meio ressaquiada...tentei me confortar pensando que pelo menos eu estava me sentindo super leve com o estômago vazio, e seria mais fácil correr assim ;)

Cheguei para retirar meu kit ali na praça do Choppão, e fui me posicionar logo atrás a linha da largada. Dada a largada, eu sem técnica alguma, já saí a todo vapor, e desci a Isaac Póvoas sem freio nos pés.

Ou seja, fiz tudo errado, acelerei muito no inicio e óbviamente “morri” no meio do percurso. Quase estourei meus joelhos descendo a Isaac Póvoas como Forrest Gump,(rs)!
Mas mesmo morta já no km 3, eu teimosa como todo bom taurino, não me permiti caminhar, e passo a passo, brigava com o cansaço e a dor, e ia me desafiando à ir só mais um pouquinho, pelo menos concluir a prova eu tinha que concluir. Imaginem a chacota caso eu não conseguisse?

E de pouquinho em pouquinho, eu completei soando frio, os 10 primeiros km da minha vida. Arrepiando o corpo desde a pontinha dos dedos até o couro cabeludo (sinal de glicose baixa e do corpo estar pedindo arrego) .

Ali nascia a minha paixão! Não sei se pelas corridas, ou por vencer.É muito legal hoje passar de carro nos percursos e pensar: Eu já corri aqui, eu já corri tudo isso!


Continua... (leia a segunda parte, clicando aqui)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Exemplo a ser seguido

Olá pessoal, ontem tive a felicidade de através do Lync conhecer mais um colega da Sefaz. Era um servidor da Agenfa de Campo Verde, e que tinha interesse em participar da Corrida de Reis. 


Conforme a conversa foi se desenvolvendo pude perceber o quanto a atividade física, e a corrida em especial, estavam exercendo uma influência positiva em sua vida; e além disso, o entusiamo e alegria com que esse colega falava sobre o assunto era contagiante.


Então, resolvi pedir para que ele escrevesse um relato, um breve depoimento para que pudesse publicar aqui no blog. De imediato ele aceitou, e logo abaixo vocês podem conferir o resultado. 


A corrida como aliada da saúde física e mental.

Olá, meu nome é André Gearola, sou servidor da Agenfa de Campo Verde-MT e vou contar agora uma história de qualidade de vida. Um acontecimento que mudou minha vida.
Antes...
Eu não era muito de me preocupar com minha saúde. Ia aos médicos somente em caso de doença e raramente fazia uma caminhada. Achava que tinha boa saúde.
Sempre comi bem, e tomava minha “sagrada” cervejinha nos finais de semana. Enfim, com meus trinta e tantos anos ostentava uma pujante barriga. Por força do destino (e o destino aqui foi a minha esposa que me obrigou fazer um chek-up) fui consultar um cardiologista da capital. O doutor, muito certo de suas prerrogativas me solicitou uma super bateria de exames. Constatei nesse momento por sua fisionomia que algo não ia bem.
No laboratório de exames cardiológicos, senti-me um rato de laboratório quando me deparei numa esteira enorme. Falei pra médica que seria moleza, pois eu era um atleta.
Nos próximos minutos vi que não era nada parecido com um atleta. Suava como nunca e meu coração foi a mil. A doutora, parou os exames com apenas quatro minutinhos e disse que se continuasse eu teria um infarto ali mesmo, naquele momento, pois minha pressão estava 24 por 18.
Nossa, eu que era quase um atleta....!
Com um monte de exames adicionais, descobri que era hipertenso e que teria que me adaptar para ter uma qualidade de vida melhor. Teria que tomar remédios para o resto da vida e que se não cuidasse da minha saúde poderia ter sérias complicações.
Desde então, entrei numa academia. O intuito principal era fortalecer meu coração, diminuir índices de colesterol, triglicérides e peso.
Eu pesava 96 kilos de puro sedentarismo e estresse.
e depois!
Hoje, passado 9 meses de academia, estou com 84 kilos, resistência física excelente e muito mais vigor físico. Troquei muita “massa” gorda pela magra.
Corro praticamente todos os dias 5 kilometros na esteira, e ainda faço sessões de musculação.
A academia e as corridas tornaram-se um vício gostoso e saudável. Hoje, balanceio minha alimentação com fontes mais ricas de vitaminas, como carnes mais magras e mantenho uma qualidade de alimentação sem perder o prazer de comer.
Consegui diminuir minha carga de medicamentos para apenas um remédio diário, que poderá num futuro ser reduzido de 80mmg para 40mmg.
No mais, agradeço infinitamente à minha esposa, ao médico e a oportunidade que Deus me deu de refazer minha vida. Sei que ainda tenho que aprender a me estressar menos, me preocupar menos com problemas alheios e curtir a vida mais. Mas o primeiro passo, ou melhor, a primeira corrida eu sei que ganhei.
Meu próximo projeto é conseguir correr dez kilômetros! Sei que vai demorar, mas tenho todo tempo que preciso.
Espero que esse meu depoimento possa ajudar você a se movimentar.
Um grande abraço, desse amigo corredor.

André Gearola
Ger. Fazendário de Campo Verde. 

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Caminhos Portenhos - A meia maratona de Buenos Aires

     Já há alguns dias que tenho tentando organizar as idéias pra escrever esse post. Estava tentando repassar mentalmente tudo de bom e de péssimo que fizemos e passamos pela Argentina. Até que me dei conta, apesar da experiência até merecer um post específico, não teria muito a ver com o blog. Daí, procurei me concentrar apenas nos fatos refetentes à Corrida, o que já imagino que vá ficar gigante.
Frio?
     Nos dias que antecederam nossa ida à Buenos Aires, foi anunciado que a Media Maraton de Buenos Aires agora se chamaria Carrera Claro, por causa de seu novo patrocinador.
     Com o nome, vieram os anúncios de várias inovações tecnológicas. Transmissão das parciais por twitter, facebook, disputa “virtual” entre corredores e envio de mensagens personalizadas durante a corrida foram as promessas.
     Fizemos propaganda disso. O Jean, até fez uma conta no facebook pra acompanhar nosso desempenho.
     Bem legal. Pena que no dia, não funcionou. O Jean e ninguém mais recebeu as prometidas mensagens (acordou cedo no domingo à toa). Ninguém se pronunciou a respeito e nem os outdoors espalhados pela cidade que faziam propaganda dessas inovações, entenderam.
     Chegamos em Buenos Aires na sexta (09) e optamos por descansar e buscar o kit apenas no dia seguinte. No café da manhã do sábado, encontrei dois casais de brasileiros que também haviam ido para a meia. Foram buscar o kit na sexta e me pregaram o caos. Filas, multidão e desorganização.
     A contra-propaganda foi tanta que até nos assustamos quando chegamos no sábado. Sem filas e entrega rápida dos kits. Vai ver, todo mundo foi na sexta. Só não gostei porque trocaram meu número.
Remeras de 21k e 10k
     Como lá é um poquinho menos quente que Cuiabá, a malha da camiseta do kit é um pouco mais grossa. Não me imagino treinando sob sol cuiabano com ela. Embora Adidas, a cor é feinha. Causou-nos também inveja do pessoal dos 10k. A camiseta era preta e linda, mas ainda mais incompatível com nosso clima.

     No dia da corrida, problemas.
     O Argentino não tem o hábito de acordar cedo. Na hora que levantamos, não teria café da manhã e tivemos que improvisar. Taxi, pelo menos, não foi problema. Afinal, tinham muitos pelas ruas recolhendo os penúltimos baladeiros. (os últimos cruzamos já durante a corrida).
     E, frio, muito frio. Pelo menos, para nós corredores cuiabanos. Anunciados 7 graus, mas a sensação térmica era menor. O aquecimento durou bastante e não parecia suficiente. As mãos pareciam congeladas. Nossa fininha camiseta do SEFAZ Runners não era a mais adequada para a ocasião. Clima ruim para acordar e aquecer, mas muito bom para correr.
Desafio: Tem gente na SEFAZ nessa foto. Onde?
     Uma verdadeira multidão tomou as ruas da cidade. 13 mil inscritos. Muitos, mas muitos brasileiros. Não sei e não foram divulgados quantos, mas eram muitos. Além de nós, ouvi falar de que haveriam pelo menos mais uns 7 ou 8 daqui de Cuiabá, mas não vi ninguém.
     Esse mar de gente torna a corrida mais bonita, mais emocionante, mas mais difícil de se correr. Especialmente se não separam a largada por tempo pretendido.
     No Brasil, corridas grandes já tem um esboço disso. Não é dificil fazer. No ato da inscrição, você informa o tempo pretendido pra acabar a prova. Recebe uma pulseira colorida. No dia da corrida, barbantes separam e organizam pela velocidade dos corredores. Claro, sempre terá um mentiroso ou um furão no meio, mas a grande maioria dos corredores não quer ser atropleado e acaba indo para o curral correto. Enfim, Buenos Aires não teve isso e a largada foi um pouco tumultuada.
     Calcularam mal também a quantidade de corredores que passariam por algumas avenidas. A 9 de Julho, por exemplo, gigantesca e principal avenida da cidade teve interditada apenas uma pista no percurso de ida. Ficou apertado e correr em zigue zague ficou inevitável. Foi meu pior km.
     O trajeto é bonito. As bandinhas pelo percurso, muito boas. O Raphael até exagerou no km 10 por causa de uma música dos Beatles.
     As bandinhas ajudam a juntar platéia para a corrida também. Nos pontos das bandas, tinha bastante gente assistindo. Acho isso uma idéia muito legal e relativamente simples de se implementar. Os palcos não eram tão sofisticados. Uma das atrações consistia em um canastrão e seu teclado com as músicas românticas portenhas.
     O sedento Henrique achou insuficiente os pontos de hidratação. Tinha água a cada 5km e gatorade em 3 pontos. Eu até dispensei água em um ou dois pontos. A água era na garrafinha (com tampa), mas, o isotônico foi distribuído em copo aberto. Alguém me explica como bebe em copo aberto correndo, porque eu não consegui. No segundo ponto, já jogava o copo todo no rosto e tentava beber o que dava. O William disse que não teve dificuldades quanto à isso. Parou, sentou no chão e chamou alguém da torcida para treinar o seu fluente espanhol enquanto degustava a bebida como se fosse um Malbec Mendoncino.
     Pontos de checagem de chip para as parciais de tempo a cada 5km (embora as parciais do km 15 tenham sido feitas “manualmente”). Pena que a transmissão em tempo real não funcionou.
     O que não gostamos foi a divulgação dos resultados. A classificação foi feita pelo tempo bruto, que eles chamam de tempo oficial, e não pelo líquido. Ok. Afinal, acho que o nosso tempo líquido também foi maior que o do Marílson. Alias, para quem cruzou com o Marílson (no sentido contrário, da volta do percurso) disse que achou que era alguém treinando tiros.
     A medalha ficou bonita, embora bem simples e pequena. Decepcionou quem esperava quase um escudo pra carregar no peito ou mostrar para o sr Reinhard.
Taís e Rosely: Só festa
     Cada um do grupo chegou com objetivos diferentes.
     Taís queria correr. Nem sabia o que eram 21 km.
     Rosely treinou sério. Não perdeu nenhum dos longões nas madrugadas de sábado.
     Na prova, correram juntas. Fazendo festa com a bandeira do Brasil. Parando para tirar foto, sambar com as bandinhas espalhadas pelo percurso, dar autógrafos, escorregar nas cascas de banana e, ainda assim, fazer o percurso em apenas um pouquinho mais de 2 horas.
     Henrique e William queriam estrear bem na distância. Treinaram forte (talvez forte demais) e depois relaxaram. Com viagens, dores e outras desculpinhas, ficaram mais de um mês sem treinar direito. Mesmo assim, embalados pela multidão e pelas namoradas esperando na chegada, foram bem. Muito bem.
     Eu e o Rapha éramos os veteranos do grupo. Com o "fabuloso" currículo de uma meia nos joelhos cada um. Em um percurso frio e plano e bem treinados, tínhamos a obrigação da melhorarmos nossos tempos. Ao final, conseguimos.
     Todos ficaram com a sensação de que poderiam ter terminado com alguns minutos a menos. Faltou um treino aqui, um joelho acolá, musculação, muito gente na corrida, enfim. Só desculpa para correr uma próxima.

     Assim, a equipe terminou com os seguintes tempos:
          * Henrique - 1:38:55
          * Raphael - 1:33:58
          * Ricardo - 1:43:51
          * Rosely - 2:00:52
          * Taís - 2:00:54
          * William - 1:46:25

     No ano passado, tive ali o sabor da primeira meia. Mas não se comparou com a alegria de ter conquistado uma meia ao lado de tão bons amigos. (Isso é assunto para um próximo  post)
     Enfim, gostamos da brincadeira. Ano que vem, novos desafios. Talvez uma maratona, talvez em outra cidade. A única certeza é a de que o grupo vai estar maior. Assim esperamos.
Qual é a próxima?

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Corrida e o Meio Ambiente

Olá pessoal, peço desculpas pela falta de atualização do blog, mas realmente não deu tempo. Nos próximos dias faremos um post detalhado sobre a meia de Buenos Aires e como foi a participação da Sefaz Runners. 

Enquanto isso, posto aqui um texto do nosso companheiro de corridas, o Elias, que vai faze-los pensar um pouquinho.


Quando se fala em corrida, pensamos logo nos benefícios que sua pratica trás para uma melhor qualidade de vida aos praticantes. Entretanto toda atividade humana causa algum impacto sobre o meio ambiente local, e sobre maneira a saúde do planeta como um todo. Dessa forma se faz necessário pensar na neutralização desses impactos.


Praticando corrida de rua passamos a ter mais consciência da importância que possui a atividade física para se viver mais e melhor. Individualmente isso é bem claro, mas coletivamente temos percebido que as corridas de ruas possuem o seu lado negativo. Pois o volume de resíduos poluentes abandonados ao longo dos percursos é demasiadamente grande.


A distribuição de água nos percursos das corridas de rua de Cuiabá e Várzea Grande ainda não despertou nas organizações dessas corridas, o problema da poluição. Principalmente por embalagens de copos. Exemplo disso foi a ultima corrida realizada dia 21 de agosto de 2011 em Cuiabá. Corrida da PM "Tentente Neteslau", conhecida como Corrida Homens do Mato. Nas proximidades da Praça Bispo Dom José, a quantidade de copos que eram levados pelo vento para dentro dos bueiros era muito grande.


Os organizadores devem ter a preocupação em relação ao recolhimento imediato desses resíduos, pois o fato dos participantes descartarem os copos vazios ao longo das avenidas da cidade colabora para, além da poluição do meio ambiente o entupimento das bocas de lobo, que na época das chuvas estão invariavelmente entupidas, resultando em alagamentos.


Devem ser disponibilizados logo após os pontos de distribuição de água equipamentos que proporcione o descarte ecológico dessas embalagens. Os atletas devem ser orientados desde a largada a observarem esses pontos de descarte, para que não venham a deixá-los ao longo do percurso. Aos que não obedecerem ao descarte correto dos copos que seja aplicada a pena da desclassificação da prova, não podendo concorrer aos prêmios oferecidos.


Há eventos de corridas pelo Brasil que os organizadores levam a sério esse tipo de atitude. Exemplo disso é a Volta a Ilha de Florianópolis, organizada pela Eco Floripa-Eventos Esportivos. Faz parte do regulamento da prova, que além de outros temas, divulga a preservação do meio ambiente. O membro da equipe participante que for visto pela fiscalização da prova descartando poluentes em local impróprio recebe punições e pode até mesmo ter a equipe eliminada da competição.


É um contra senso permitirmos que isso ainda ocorra. Pois se estamos correndo por prazer e pelos benefícios que a corrida proporciona às nossas vidas, não podemos fazer do meio ambiente deposito do lixo que produzimos durante as corridas. As conseqüências dessa falta de consciência são do conhecimento de todos nos.


A qualidade de vida que buscamos, deve ser a mesma que desejamos ao próximo e ao meio ambiente. Se queremos que cada vez mais pessoas aderem a pratica de corridas devemos divulgar que além dos benefícios pessoais, desejamos melhor qualidade de vida ao meio ambiente.


É corretamente ecológico e saudável a saúde humana e ao meio ambiente, que passamos a nos preocuparmos de verdade, procurando dar uma solução viável a esse problema que é de todos os praticantes de corridas de rua de Cuiabá e Várzea Grande.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Mentirinhas Motivacionais - Parte 1

Mentirinhas Motivacionais - Parte 1 - "Correr é Barato"

"As coisas que você possui, acabam possuindo você."
Tyler Durden - Clube da Luta


     Hoje, saindo do trabalho tive que passar em uma farmácia. Na boca do caixa para pagar, nenhum remédio (apesar da tentação de colocar um “dorflex” no bolo), apenas produtos para um próximo longão. Maltodextrina, protetor solar esportivo (não sai com o suor). Total da brincadeira: R$ 70,00. Somando mentalmente a conta, junto com outras despesas que tive recentemente, “Crédito, por favor”, pensei: Quem foi que disse que correr é de graça, mesmo?

     Praticamente todo texto que incentive a corrida, com o público alvo de não-corredores virá com essa mentira deslavada. “Correr é um esporte barato. Basta um par de tênis e pronto”. Até o Henrique já veio com essa. (http://sefazrunners.blogspot.com/2011/07/motivos-para-correr.html)
     Então, ok. Você, sedentário, acreditou nessa balela. Pegou seu tênis all-star da adolescência e foi correr.
     Chegando na pista, encontrou seus amigos corredores que tanto o incentivaram a começar. Nem começou a caminhar e já vai ouvir um: “ihh. Mas esse tênis aí não serve pra correr, hein?”. Ou então, um “Esse tênis não é apropriado para a dinâmica de sua pisada ou o arco de seu pé”, se o Jean estiver entre esses seus amigos.
     Tá bom, tá bom. Daí compra um tênis “da hora”. Já te falaram que sua pisada é “neutra” e que o melhor tênis da moda é um Mizuno ou Asics. (R$ 500,00)
     Ótimo. Já comprei o tênis, vamos aos treinos.
     Ai, ai. Unha preta. Não entendo, o tênis não é o bonzão?
     “ihh. Mas essa sua meia aí não serve pra correr, hein?”
     Parece que essa meia que usava para educação física no segundo grau é grossa demais e aperta os dedinhos.

Acessórios importantes
para se correr em Cuiabá
     Certo. Meias. Não vamos exagerar, afinal está começando agora. Meias esportivas comuns. (R$ 10,00).
     Nossa. Mas que sol, hein? E esse sundown da mamãe que peguei está ardendo meu olho. “Tem um protetor que não sai no suor. É específico para esportes”. (R$ 35,00)
     E tem o bonézinho (R$ 40,00) pra completar a proteção. E o cinto com as garrafinhas dágua? (R$ 80,00) Para treinos mais longos, necessário.
     Nesse momento, seus “amigos” corredores já te deram o apelido de skatista, por causa de sua bermuda ligeiramente comprida. E sua camiseta com seu canditato favorito que nunca ganha nada nas eleições fica encharcada ao final dos treinos.
     Certo. Mais compras. Camiseta de tecido inteligente (o que é isso, meu deus?) e bermuda própria (Por que não pode ter bolsos?). (R$ 120,00)
     Tênis, meia, bermuda e camiseta. Agora vai. Arruma até um aparelho de mp3 pra ouvir uma musinha enquanto corre. (R$ 100,00, o ipod você ganha no próximo campeonato).
     Agora já está viciado. Não tem volta. Revista especializada (R$ 12,00), literatura relacionada (R$ 30,00)
     E os médicos? Ortopedista pra dorzinha no joelho, Nutrólogo ou nutricionista para a suplementação, cardiologista e/ou médico do exercício para os checkups (R$ da consulta + exames + medicamentos e/ou produtos).
Sr Jamil. Até água é frescura.
     Monitor cardíaco e cronometro (R$ 200,00), pra checar a performance.
     Academia para musculação, treinador. (R$ 200,00 ?)
     Isso tudo sem contar com o valor de inscrição das corridas, já que, por aqui, quase todas são de graça.

     Mas, falando sério. Você realmente precisa dessa quinquilharia toda pra correr?
     Não, talvez não. Esses são exemplos para um corredor extremamente consumista. Existe um indústria muito lucrativa por trás do universo da corrida, mas não precisa ser você que vá sustentá-la. Compre o que te faz sentir confortável e não só porque está "na moda".

     O sr Jamil que, com seus 62 anos, ainda deixa a molecada comendo poeira, não usa e nem precisa dessa frescurada. Um tênis bom no pé, camiseta da Affemat e “vamo que vamo”.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

C.H.I.P.S.

     Então. Depois de todo o rebuliço causado por uma imagem, resolvi focar em um tema menos polêmico nessa semana. Claro, afinal, futebol, política, religião, sexo e novo leiaute do blog são assuntos para serem tratados com o máximo de cuidado possível.
     Ele é "o cara". O chip para corridas de rua. Simples e necessário.
     Foi considerado pela Revista Runners World, como a invenção que mais revolucionou as provas de rua.
     De fato, a cada corrida que presenciamos nosso amigo, quase-corredor, Flávio com uma prancheta na mão, caneta na outra e cronometro na outra (?), anotando tempos, classificação, tirando fotos (e ainda paquerando as meninas), valorizamos essa bendita tecnologia.
     E sempre tem aquela discussão saudável (desde que ninguém use maquiagem) de que Fulano chegou depois de Sicrano, que Beltrano largou bem antes que o Henrique (“Olha aqui a foto da largada, posso provaaarrr!!!”) entre outras polêmicas que a ausência do recurso eletrônico pode gerar.
     Claro que mesmo com a utilização de chips, contestações poderão surgir (já vimos vários casos por aqui), mas não trataremos desse assunto neste post.
     Em outros estados, onde já existe a “indústria da Corrida”, com empresas que sobrevivem (e bem) com eventos do tipo, é ítem obrigatório.
     Já aqui, até no ano passado, tínhamos poucas corridas que utilizavam chip. Se não me falha a memória, Corrida de Reis, do Sesc e dos Correios.
     Nesse ano, já tivemos mais exemplos. Todas as Corridas organizadas pela prefeitura (da “Capital das Corridas de Rua”) disponibilizaram a tecnologia para os atletas.
     É claro que temos um aspecto importante para considerar. A utilização de chip implica em custos, que não são baixos. As Corridas “pagas” de fora, possibilitam que todo o conforto e tecnologia estejam à disposição do corredor.
     Não sei que sucesso faria uma inscrição à R$ 80, R$ 90. Mas imagino que não seria muito grande. Já temos o hábito de achar que é obrigação da organização arranjar seus patrocinadores e custear tudo sozinho para ter a honra de nossa presença.
     Ok, mas se o orçamento é curto ou cortado, o primeiro item a ser descartado é o chip.

     E, falando em descartável, segundo anunciando, a Corrida do Servidor Público desse ano promete utilizar o tal do chip descartável.
     Apesar de maior custo, esse tipo tem algumas vantagens. O Kit do atleta (chip, camiseta, número de peito, etc.) pode ser distribuído antecipadamente, eliminando aquele tumulto formado momentos antes das corridas.
     Facilita também a dispersão dos atletas e o recolhimento do chip pós-corrida. O chip tradicional é alugado e, se não for devolvido, implica em mais prejuízo para a organização.
     Pode ser bem interessante pela novidade. Vamos ver.
     Tudo isso para dizer que ainda engatinhamos um pouco na organização das corridas. Seja pela falta de recursos, apoio, incentivo, participação e/ou infra-estrutura. Mas o horizonte é bom. Cada vez mais boa corridas são adicionadas ao nosso calendário e sempre com boas novidades. Engatinhamos agora, mas já já (espero) estaremos correndo por aí. ;)

Abraços e boa semana.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Corrida: Bem Estar Físico e Psicológico


Olá galera, nossa colega e colaboradora Bruna nos enviou um artigo bem interessante, de autoria de Gabriela Alves de Oliveira. Vale a pena a leitura.

A Psicologia é uma ciência ampla. Ela tem avançado muito em seus estudos, podendo dar evidência à Psicologia do Esporte.  Nesta área, existem pesquisas que revelam que, além dos 
benefícios fisiológicos, a corrida também possui vantagens psicológicas.  

É perceptível notar os benefícios físicos oriundos neste campo. A melhoria do sistema cardiovascular, o aumento do fôlego, o equilíbrio do peso, a prevenção de doenças, entre outros resultam da Psicologia do Esporte. Mas, e os aspectos psicológicos? A Psicologia também revela diversas vantagens que a corrida proporciona aos indivíduos que praticam essa modalidade com regularidade. 

O primeiro fator é a autoconfiança. E o que os leitores devem estar se perguntando é, o que isso tem a confiança a ver com a corrida?  O sucesso só virá se o atleta tiver autoconfiança. 

Os autores Weinberg e Gould (1995), definem confiança como a “crença de poder executar, com sucesso, determinado comportamento”. A autoconfiança não é inata, os indivíduos não nascem autoconfiantes ou não, eles a aprendem e a desenvolvem. A confiança em si mesmo se inicia quando o indivíduo começa a ter desempenhos cada vez melhores. E como fazer para obter a confiança? É preciso estar preparado fisicamente, para render progressivamente, se concentrar e dedicar nos seus objetivos e manter sempre o pensamento positivo, pois, cada um sabe de sua capacidade. Dessa maneira o individuo ficará mais relaxado e tranqüilo durante qualquer competição. E depois de conquistada essa autoconfiança no aspecto esportivo, ela se estende a outras áreas da vida (profissional, pessoal, familiar e afetivo). 

O segundo aspecto positivo da corrida é a Interatividade Social. Esta atividade física nos permite um contato com outras pessoas que também a praticam. Em competições, treinamentos, e em locais aonde se corre por lazer. São pessoas que têm os mesmos objetivos e podem ampliar o circulo de amizade do corredor.  

O terceiro é o alivio de sintomas psicológicos, tais como depressão, ansiedade, tensão, transtornos, estresse. Muitos Psicólogos indicam a corrida como uma atividade extra-consultório.  Pesquisas revelam que o exercício físico, por meio do mecanismo biológico, pode atuar como psicoestimulante leve e antidepressivo. E, com isso, alivia os sintomas psicológicos. A atividade física ativa simultaneamente corpo e mente. Ambos são compostos da mesma energia, um completa o outro. Assim, a atividade proporciona a melhoria nas capacidades funcionais do cotidiano, propicia o bem-estar, as perspectivas do futuro, interação social e o sucesso profissional. 

E o quarto e último aspecto a ser citado é o equilíbrio do peso, correr produz redução de peso, desde que seja de maneira adequada e com regularidade. Este equilíbrio leva a melhora da auto-imagem, ou seja, é a percepção que a pessoa tem de seu próprio corpo.  Ao ter um equilíbrio do peso conseqüentemente, se obtém a imagem corporal positiva, exceto quando ocorre transtorno alimentar, dismórfico corporal ou similar.

Portanto, não perca tempo. A atividade física, principalmente a corrida ativa células do nosso corpo produzindo prazer e alivio.   

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Recuperação Pós-Corrida

Há quem diga, que a melhor parte da corrida é quando paramos de correr. E convenhamos, muitas vezes é verdade, afinal depois de um treino forte, ou de uma prova, nada melhor do que ficar parado, sentar, descansar e ir pra casa pra descansar mais um pouco. Uma bela forma de recuperação, não?

Pode até ser muito confortável, mas nada funcional. Existem alguns métodos que auxiliam na recuperação do corpo para uma próxima sessão de treino ou para a próxima prova do calendário.


Algumas dicas são:

Recuperação Ativa - após um treino intenso, deve-se realizar uma sessão de 10-20 minutos de corrida leve (trote), que auxilia no processo de remoção do ácido lático, e facilita o relaxamento muscular. Se possível, seria ainda melhor, se o trote fosse realizado na grama, pois como é um terreno mais macio, há maior amortecimento e menor desgaste articular;


Alongamentos - ajudam a manter/aumentar a flexibilidade (pode ajudar a aumentar o comprimento das passadas), auxiliam no relaxamento muscular, são importantes para prevenir problemas posturais (prejudicam a corrida), proporcionam sensação de bem estar, e por último, alguns autores também afirmam que a dor muscular tardia (a dor do dia seguinte) também pode ser diminuída;

Crioterapia - Logo após uma corrida, vocês já viram alguém imerso em uma banheira, piscina ou barril com água e gelo? Se sim, presenciou um atleta fazendo o uso da crioterapia, que é uma forma de tratamento através do frio. Esse método deve ser feito logo após o treinamento, e ajuda na diminuição da dor, estimula o relaxamento, melhora a amplitude do movimento, reduz edemas e hematomas, e diminui processos inflamatórios.

Uma forma mais prática e fácil de realizar a crioterapia é através de massagens com gelo durante 15 - 20 minutos;

Massagem - pode ser benéfica pela melhora da circulação sanguínea, elevação da quantidade de oxigênio até o músculo, diminuição da frequência cardíaca, redução de fatores relacionas ao estresse, aumento da serotonina e dopamina, que são responsáveis pelo ânimo, além de ajudar no relaxamento mental. Entretanto, é válido lembrar que há diversos tipos de massagem, e cada uma com determinado fim, portanto o ideal é que ela seja executada por um profissional com bom conhecimento do sistema muscular e fisiológico.

Essas são algumas das formas de recuperação pós-treino/corrida, que ajudam o corredor a chegar "pronto" para o treinamento seguinte. É claro, não é necessário utilizar todos esses métodos, mas sim o que se ajuste melhor a você e as suas necessidades.

Abraço a todos e bons treinos.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Corrida de obstáculos: o desafio de correr em Cuiabá


"Cuiabá é a Capital das corridas de rua"
Wilson Santos. Ex-prefeito e comediante

     Cuiabá é uma cidade que maltrata seus corredores. E não estou nem falando dos 32 graus à noite ou umidade relativa abaixo dos 20%. Estou falando do asfalto em que pisamos (ou da falta dele).

     Não há ciclovias ou pistas para caminhadas nas ruas e avenidas.
     Pedestres, corredores, ciclistas e carros estacionados disputam o curto espaço das calçadas. Mas quem ganha essa disputa são os buracos, desníveis, muretas, pedras, placas, caçambas e outros obstáculos. E, se pra quem corre ou caminha já é complicado, imagina para quem tem dificuldade de locomoção. Acessibilidade é direito de todos? Parece que aqui, não.
     Se a prefeitura não tem responsabilidade pela construção e manutenção das calçadas, teria a de, pelo menos, fiscalizar e punir proprietários. Faltam recursos para fiscalizar porque não há aplicação de multas, o que aumentaria a arrecadação do município e serviria como medida educativa para os demais proprietários. Falta consciência, falta fiscalização.

     Quem desiste de correr em zigue e zague vai pela rua, sofre sério risco de ser atropelado. Como o corredor está em local que não lhe pertence, a lei da “gentileza gera gentileza” é substituída pelo “olho por olho, dente por dente”. Falta educação e conscientização para motoristas, ciclistas, motociclistas, corredores e pedestres.

     Ok, temos os (poucos) parques. Locais destinados especificamente para a prática esportiva, lazer e convívio com a natureza para você e toda a família. Só que a gente trabalha, né? Então, corre pro parque logo cedinho ou depois do expediente.
     Mas e a iluminação? E a segurança? Recentes casos de ataques no Okamura, na Lagoa Encantada e no Mãe Bonifácia, tem afastado os madrugadores. Os notívagos, nem se fala, porque, sem iluminação, os parques fecham com o pôr-do-sol.
     Faltam parques, falta infra-estrutura e, principalmente, falta segurança.

     Finalmente, temos as pistas de atletismo da UFMT e do 44o. batalhão. São áreas de instituições que não teriam por obrigação ceder espaço para a prática esportiva para a população, mas acabam fazendo justamente pela ausência de locais apropriados para esse fim. Ainda assim, são pistas que ficam sempre lotadas. De gente, de poeira e de terra. Se o treino é na pista, pegue seu tênis velho, porque lá vem sujeira.

     O termo da moda é “mobilidade urbana”. Nos projetos para 2014, temos várias e várias ciclovias (contei nove) incluídas que prometem resolver também essa questão.
     O grande receio é o de que na execução das obras, por economia de recursos ou de tempo, isso seja deixado de lado novamente. Isso já aconteceu na duplicação da rodovia Cuiabá-Chapada.

     Então, é torcer pela boa vontade alheia e para tudo dar certo. Enquanto isso, corra, mas com cuidado.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Aquecimento, pra que te quero?

Faltam poucos minutos para a largada de mais uma corrida. Você se posiciona entre os corredores; a ansiedade aumenta e a adrenalina está nas alturas. O pensamento é de fazer uma boa corrida, e, quem sabe, melhorar sua performance.

Depois de muita expectativa é dada a largada. A maioria sai num ritmo forte, impulsionado, principalmente, por aquela empolgação inicial. O ritmo, que no início parecia fácil, aos poucos fica mais difícil, a respiração ofegante, e vem aquela sensação, de que, daquele jeito não vai dar pra terminar; parece que falta algo. E pode estar faltando sim... Aquecimento.

Sim, ele mesmo, e não me refiro ao alongamento, e sim, Aquecimento.

Quando estamos em uma posição neutra, ou de pouco gasto energético, a demanda do músculo por oxigênio é uma, já quando iniciamos uma atividade vigorosa e constante, como a corrida, essa demanda é outra, e muito maior.

Nas provas em que participamos geralmente uma professora é contratada para ministrar alguns alongamentos, e isso é vendido pela organização, como aquecimento, e que nos deixaria prontos para iniciar a corrida. Essa é a função deles, faz parte do jogo, e é legal para o evento, mas sozinho... Não Funciona.

Os alongamentos, podem sim ser benéficos, atuando principalmente, na prevenção de uma possível lesão. Agora, o que vai realmente te ajudar é um Aquecimento bem feito. Mas, por quê?

Como dito anteriormente, a demanda por oxigênio durante a corrida é muito maior do que quando estamos parados. E para o O2 chegar até os músculos ativos durante a corrida, é necessário que haja um aumento do fluxo sanguíneo até a região. Mas isso não acontece de uma hora para outra. O corpo precisa de certo tempo para realizar essa adaptação (muitas vezes, não nos sentimos melhor no meio, do que no início de uma corrida?).

Por isso, antes da corrida é essencial realizar, em média, 10 a 15 minutos de um trote leve, seguidos de alguns tiros rápidos de 50 – 80m. Ao final dessa série, aí sim, poderão ser realizados alguns alongamentos.
Isso será o suficiente para aumentar o fluxo sanguíneo para os músculos atuantes durante toda a corrida, deixando-o pronto para mudar aquela história no começo do texto.

Deve ser dada atenção especial em dias de frio. Nessa condição, os vasos sanguíneos estão mais constringidos, ou seja, a circulação sanguínea está mais “apertada", mais “difícil”. Sabendo-se que, durante o exercício é essencial o aumento do fluxo de sangue para o tecido muscular, há a necessidade da dilatação dos vasos, que é facilitada quando ocorre o aumento da temperatura corporal, e que pode ser conseguida através do aquecimento. Além disso, essas medidas também ajudam a prevenir contusões musculares, que são muitos comuns em baixas temperaturas. Por isso, pode ser necessário um tempo maior dedicado ao aquecimento.

Sempre é bom ressaltar, que essas são orientações gerais, e que para melhores resultados, deve-se seguir o princípio da individualidade, pois nem sempre o que funciona com uma pessoa, é regra para todos.

Caso tenham alguma dúvida, ou queriam algumas dicas, podem se manifestar deixando o recado na caixinha de comentários, que estou à disposição para ajudá-los.

Abraço a todos e bons treinos.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

É tempo de Cronômetros, Monitores e GPS´s

    O ser humano é competitivo por natureza. Seja uma Rosely correndo atrás da Taís, um Anderson correndo atrás do Henrique (e olhando pra trás porque lá vem um Willian), um Raphael correndo atrás do Jean ou um Jean correndo atrás de qualquer um que esteja em sua frente, queremos sempre vencer. Ainda que o adversário a ser batido, na maioria dos casos, sejamos nós mesmos.
    Quem não gosta de terminar uma corrida e saber que melhorou seu tempo?
    Enfim, tudo isso pra dizer a obviedade de que um bom companheiro pra dizer se está no caminho certo é o relógio.
    Essencial nos treinos e nas corridas com resultados finais suspeitos, seja ele simples ou cheio de recursos
    O objetivo do post dessa semana é mostrar algumas opções. Por questões de espaço, limitei-se à alguns. Se quiser complementar alguma sugestão ou experiência com seu modelo, por favor, comente.

Modelos:

  • Astral, sensitivo ou espírita
    Trata-se da ausência completa de qualquer equipamento de cronometragem ou marcação. O tempo é medido pela posição dos astros, sombras das árvores, contagem mental ou o horário que o carteiro passa. Desvantagem é a completa imprecisão e a não saber se está melhorando ou não. A vantagem é que você não gasta dinheiro com esse tipo de besteira e pode guardar seu rico dinheirinho no colchão.
    Eu ia batizar esse modelo de Tio Patinhas, mas até o velho pão-duro tem seu relógio de bolso.

Vôvo vai sentir falta
  • Seu relógio do dia a dia
    Uma situação um pouco melhor que a anterior. Trata-se de adaptar o seu bom e velho relógio na sua rotina de treinos. O problema é quando o relógio não é digital. Tenho um ou dois amigos (Otacílio e Raphael) que não vou revelar o nome que são adeptos dessa técnica.
    A vantagem é que você economiza ainda mais suas ricas moedinhas. A desvantagem é que vai acabar por desgastar seu relógio do dia a dia com suor e poeira.
    Sem contar que um relógio analógico e nada é quase a mesma coisa.
    Menos pior é roubar o relógio digital do restart do seu filho. Que, além de marcar seu tempo com boa precisão, ainda preserva o velho relógio analógico do seu avô.

Oregon SE128 (R$ 100)
  • Monitores Cardíacos
    Trata-se de uma cinta que é utilizada na altura do peito e que “comunica-se” com um relógio de pulso aparentemente normal. Ali, além de tempo, são visualizados os batimentos cardíacos.
    Ou seja, dá pra acompanhar a melhoria de sua performance e esforço*.
    Existem modelos de monitores para todos os gostos e bolsos. Com preço variando de R$ 80 a R$ 600, dependendo da quantidade de recursos disponíveis.
    O mais simples (e barato) que conheço é o Oregon SE128. Nada mais do que o essencial. Hora, cronometro, batimentos e luz para seu treino noturno.
    Os mais famosos são os modelos da Polar. De fato, a cinta da Polar é bem confortável e fácil de lavar (até que de marcas mais caras), mas você acaba pagando mais caro pela fama de “melhor monitor do mercado”.     É uma boa marca, mas pelo preço você pode investir em um modelo com mais recursos.

  • Sensores de velocidade (foot pod)
    Além das funções do monitor cardíaco, alguns modelos ainda possuem um “sensor” de velocidade que você coloca no tênis. O bom é que você pode ter uma boa noção de velocidade e de distância percorrida. Geralmente, esses modelos já possuem mais recursos, como a programação de um “parceiro virtual” (comparando a sua velocidade com o de um parceiro programado durante o treino ou corrida), controle por voltas e outras frescuras.
    A desvantagem é que você precisa “calibrar” o sensor e ele não é tão preciso (tem uma margem de erro de + ou - 5%).
    O preço deve variar entre R$ 600 e R$ 900.
    O modelo que eu uso é o Garmin FR60. Quebra um galho.Outras opções são da Suunto  (T6)  e da própria Polar (RS300x).
Atualização: Dica do Jean: Nike Sportband por R$ 349,90. Bem em conta, mesmo.

  • GPS de pulso
    Chique e da moda. Nada como correr com aquela voz dizendo “vire à direita!”.
    Os GPS´s são o estado da arte na tecnologia para os treinos e corridas. Contemplam todos os recursos que falamos anteriormente, mas com a vantagem da orientação por satélite. Velocidade, altimetria e distância percorrida com precisão. E um mapinha do seu trajeto para ser baixado para seu computador ao final do treino.
    E ainda vai dando choquinhos pra te ajudar a correr mais rápido. (Nem tanto, né?)
    Mas as desvantagens também conformam os que ainda não os possuem. São caros. de R$ 700 a R$ 1.200. A bateria costuma durar pouco também. Você precisa recarregá-lo (numa porta usb comum) de tempos em tempos.
    Os modelos mais famosos são da Garmin (FR 210 e 310XT) e da Polar (RS300X).
Atualização: Dica do Henique. Modelos 305 e 405 da Garmin.


* Para saber como utilizar melhor essas informações, aconselho a procurar um especialista em medicina esportiva ou educador físico.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Motivos para Correr

Olá pessoal, começando minha contribuição semanal, trago um artigo publicado na revista Runner's World, e escrito por Matt Barbour, que cita alguns motivos para corrermos. Espero que gostem.

1 - Diga adeus à barriga.  Pesquisadores da Universidade de Dublin (Irlanda) afirmam que um adulto de 63 kg queima 391 calorias em meia hora de corrida intensa; em comparação, ao pedalar ele gasta 277 calorias e, ao jogar tênis, 272 kcal. Tradução: você seca a barriga até 40% mais rápido.

2 - Ossos à prova de bala. Quinze minutos de trote leve, três vezes por semana, são tudo o que você precisa para reduzir em até 40% o risco de desenvolver osteoporose quando tiver mais idade, de acordo com a National Osteoporosis Society, do Reino Unido.

3 - Chegue lá.  Alguns corredores estabelecem metas de distância ou tempo.  Outros se concentram na saúde e no peso, e muitos correm só para relaxar. Correr contribui para você alcançar qualquer objetivo que planeje.

4 - Pense mais rápido. Pesquisadores da Universidade de Illinois (Estados Unidos) descobriram que, quando a corrida produz um aumento de apenas 5% no condicionamento cardiorrespiratório, o resultado é uma melhoria de até 15% nos testes mentais.

5 - Funcione melhor. Especialistas da Universidade de Bristol (Reino Unido) dizem que os benefícios da corrida alcançam níveis profundos. 'A atividade física contribui para diminuir o tempo que a comida leva para mover-se pelo intestino, limitando, assim, a quantidade de água absorvida de volta para o corpo; isso torna o bolo fecal mais macio e fácil de passar', diz o gastroenterologista Ken Keaton.

6 - É a atividade para todos os tipos de clima. Chuva, frio, sol, vento - não existe desculpa para não sair para correr. Esteja você com pouca roupa, esteja todo encapotado, encare como outro desafio.  É uma atividade para climas imprevisíveis!

7 - Fique feliz. 'Quando você faz exercícios leves a moderados, libera endorfinas naturais que traduzem bem-estar e reforçam a luta contra o estresse, além de literalmente deixarem você feliz', afirma Andrew McCulloch, presidente da Mental Health Foundation, fundação norte-americana para a saúde mental.

Olhem a Vilma, não parece estar feliz?
8 - Seja o dono do mundo. Correr nas primeiras horas do dia traz experiências que vale a pena aproveitar. Enquanto o resto do mundo dorme, você é o primeiro a pisar naquela pista ou trilha; além disso, as ruas desertas são só suas, para você assistir ao glorioso nascer do sol sem os barulhos da cidade para atrapalhar.

9 -  Junte-se ao clube dos dorminhocos. Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford (EUA) pediram a pessoas sedentárias e cronicamente insones que trotassem por 20 a 30 minutos dia sim, dia não. O resultado? O tempo que levavam para adormecer caiu pela metade e o tempo de sono aumentou em quase uma hora.

10 - Desamasse. É possível reduzir os sinais do envelhecimento correndo regularmente. 'O aumento da circulação leva oxigênio e nutrientes de forma mais eficiente até as células da pele, ao mesmo tempo que expulsa as toxinas prejudiciais', diz o médico britânico Christopher Payne. 'Os exercícios criam o ambiente ideal para melhorar a produção de colágeno que dá suporte à pele, ajudando a diminuir a aparência enrugada.'


11 - Mantenha o médico a distância. 'Os exercícios moderados ativam mais as células do sistema imunológico, de forma que estejam prontas para combater as infecções', diz Cath Collin, diretora do setor de nutrição do Hospital St. George, em Londres. Em pesquisas feitas pela Universidade da Carolina do Norte (EUA), pessoas que corriam de forma leve por apenas 15 minutos, cinco dias por semana, ficavam metade dos dias de molho por doença.

12 - Ultrapasse a morte.  Pesquisadores da King's College, em Londres, compararam mais de 2400 gêmeos idênticos e descobriram que aqueles que corriam o equivalente a apenas meia hora de trote por semana eram nove anos 'biologicamente mais jovens'.
  
13 - Você pode querer ser um craque em várias modalidades, e a corrida é a aliada perfeita para ser um atleta melhor. Seja para manter-se em forma, como o campeão de F1 Lewis Hamilton, seja para enfrentar 12 rounds no ringue, como o boxeador 'Sugar' Ray Leonard, a corrida ajuda em todos os outros esportes.

14 - Faça a Diferença. Milhões de corredores no mundo inteiro transformam sua determinação em esforço para levantar fundos para causas humanitárias.  E também há várias provas no Brasil destinadas a esse propósito.

15 - Medalhas são legais. E essas coisas não são apenas para os olímpicos. É você só entrar numa prova e terminá-la, e terá suas próprias medalhas para enfileirar na estante, como prova do seu esforço.

Tati e Rodrigo, orgulhosos.
16 - Crie mais.  Escritores, músicos, artistas e todos os outros tipos de profissionais criativos utilizam a corrida para combater bloqueios mentais e tomar decisões inadiáveis.  Os créditos ficam por conta do fluxo de oxigênio na massa cinzenta justamente na hora mais importante, ativando os neurônios e dando um tempo para você arejar as idéias longe da bagunça da 'vida real'.
  
17 - Melhore no sexo. Um estudo da Universidade Cornell (EUA) concluiu que os corredores têm vigor sexual de homens dois a cinco anos mais jovens. Já as corredoras atrasam a menopausa por tempo semelhante. Enquanto isso, pesquisa feita pela Universidade de Harvard (EUA) descobriu que homens acima de 50 anos que correm pelo menos três horas pro semana têm risco de impotênica 30% menor que os que fazem pouco ou nenhum exercício.

18 - Troque de vício.  A corrida pode substituir dependências prejudiciais, como o fumo, o alcoolismo ou o excesso de apetite, diz William Glasser, autor do livro Positive Addiction ('Vício positivo', sem edição em português). Resultado: você se torna uma pessoa mais feliz, mais saudável, com um tipo de vício que só acrescenta coisas boas.

19 - Entregue-se à vontade de explorar. Não existe jeito melhor de conhecer uma nova cidade que correr pelas ruas.  Além de dar a você uma noção do lugar, irá energizá-lo após a corrida, zerar seu relógio biológico para qualquer fuso e proporcionar a chance de observar os habitantes locais.

20 - Acabe com o tédio. A tarefa mais mundana pode se transformar em treino de corrida - desde devolver os DVDs na locadora até levar o cachorro para passear. De repente, toda jornada adquire um propósito duplo que você vai amar (e isso é o que importa!).

21 - Cheiro de tênis novos. Você leu as opiniões dos especialistas, conversou com colegas corredores, experimentou nos pés e testou os três melhores pares, até fazer a escolha. Agora estão aí, nas suas mãos. É o início de um lindo relacionamento.

22 - Um novo percurso. E a alegria de descobri-lo.  Hoje você resolveu virar à esquerda em vez de ir à direita, e de repente deu de cara com uma rua diferente e um pouco daquela quietude que você achava que não existia mais. Então imagine quantos outros caminhos estão aí esperando para serem descobertos...

23 - Os números não mentem. Não há espaço para a desonestidade na corrida, de distâncias a tempos.  O que você doa de si é o que vai receber.

24 - Aquela sensação de ter batido um RP (Recorde Pessoal). Note que o 'P' aqui é de 'pessoal' - você estabelece os limites, você faz o esforço e você obtém os resultados. Saboreie.

Jean e Anderson em Floripa.
25 - Ver o mundo. Correr permite a você viajar pelos quatro cantos da Terra em nome do esporte. Das maratonas de Nova York e do Rio de Janeiro até aquelas perto da sua casa, que você nem sabia que existiam, a corrida é um verdadeiro portal para as jornadas.

26 - Você ganha um aliado.  Todos passamos por fases na vida e épocas em que corremos menos. O trabalho está exigindo mais, apareceu um problema na família que exige sua atenção, ou mesmo você saiu de férias. Não tem problema: a corrida se adapta facilmente às suas idas e vindas. E o melhor de tudo é que ela está sempre ali para ajudá-lo a aguentar o tranco.

27 - Turbine os pulmões. Enquanto corre, um adulto utiliza dez vezes mais oxigênio do que precisaria se estivesse sentado na frente da TV pelo mesmo período. Com o tempo, o hábito de correr vai fortalecendo o sistema cardiovascular e permitindo que o coração e os pulmões trabalhem melhor, mandando mais oxigênio para as áreas que mais precisam, de forma mais rápida. Isso significa que você pode fazer mais exercícios com menos esforço.

28 - Proteja seu coração. Estudos da Universidade Purdue (EUA) mostraram que o hábito de correr pode diminuir pela metade o risco de doenças coronárias.

29 - Correr dá barato (e não é contra a lei). Comparando o mapeamento cerebral dos corredores antes e depois da atividade, neurologistas da Universidade de Bonn, na Alemanha, encontraram evidências de mais ligações dos receptores opioides da endorfina (hormônio da felicidade).  Essas ligações foram verificadas nas regiões frontal e límbica do cérebro, conhecidas por sua relação com o processamento das emoções e o estresse.
  
30 - Queime mais gordura. Mesmo após correr por 20 minutos ou meia hora, você pode estar ainda queimando uma quantidade maior de calorias totais', diz o médico Mark Simpson, pesquisador da Universidade Loughborough (Reino Unido).

31 - Salve sua vida.  Um grupo de corrida é ótimo para fazer amigos.  Estudo de nove anos feito pela Universidade de Harvard (EUA) descobriu que as pessoas que têm mais amigos reduzem em mais de 60% o risco de morrer, pois sua pressão sanguínea é menor, e o sistema imunológico, mais forte.

32 - Passe um tempo de qualidade com a família.  A corrida é uma das poucas atividades que vocês podem fazer todos juntos, já que não requer aptidões nem habilidades. O caçulinha pode ir num carrinho empurrado por pais e avós em forma, a filha adolescente pode acompanhanr de bicicleta...
Jamil, e seus 62 anos.

33 - Discipline-se.   A prática leva à perfeição, tanto na corrida quanto na vida.  Os indivíduos mais bem-sucedidos são aqueles com talento moderado e quantidades enormes de disciplina. Cumprir a planilha e ver os resultados vai fazê-lo planejar melhor todos os seus projetos.

34 - Não há derrotados.  mesmo chegando em último, você recebe aplausos da torcida. Merecidamente. Afinal, foi quem passou mais tempo correndo.  Existe outro esporte em que os lerdos são tão aplaudidos quanto os vencedores? A corrida é para todos!
  
35 - Nunca se aposente. Alguns esportes têm um limite de idade após o qual se penduram as chuteiras. A corrida não, pode ser feita aos 70, 80, 90...

36 - Você está no controle. Sejam quais forem as pressões no seu trabalho ou na vida pessoal, é você quem estabelece o quanto quer correr.  É possível encaixar um treino rápido antes do amanhecer ou uma corrida leve na hora do almoço, para espairecer. Dá para correr até mesmo à noite, para desestressar. Você decide.

37 - Ajude o bebê.  Siga o exemplo da britânica Paula Radcliffe, recordista mundial da maratona. Pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA) descobriram que as futuras mamães que se exercitam durante a gravidez terão um parto mais fácil e livre de complicações e se recuperarão mais rápido - e têm humor melhor na gravidez.

38 - A corrida é sua terapia. A corrida é sua terapia.  Não há jeito melhor de fugir das pressões e do estresse que calçar os tênis e simplesmente sair para correr. É só você e a rua - tempo para organizar a vida, solucionar questões e, invariavelmente, terminar o exercício sentindo-se melhor do que quando começou.
Otacílio e Aldemir

39 - Marque uma massagem. Depois da corrida, nada supera a indulgência de uma massagem para dar aquela sensação de relaxamento e flutuação.

40 - Tamanho não é documento. Correr é uma atividade ótima para todos os tipos físicos. Não há impedimento para tentar.

41 - É uma jornada.  Você nunca sabe o que vai encontrar.  Não sabe com quem, ou o que, irá deparar. E não imagina os pensamentos que podem surgir. A corrida de hoje pode mudar sua vida de jeito que você nunca imaginou quando estava amarrando o cadarço do tênis.

42 - É de graça.  Tudo o que você precisa é um par de tênis, shorts e camiseta.

Abraço.